Alergias alimentares, estilo de vida e um mercado em ascensão

A expressão plant-based significa “baseado em plantas” e se refere a alimentos e produtos formulados a partir de ingredientes de origem vegetal.

Os principais fatores que impulsionam o crescimento de produtos plant-based mundialmente são algumas mudanças de estilo de vida e consumo (como o flexitarianismo, onde há uma variedade na alimentação, intercalando proteínas animais com produtos à base de plantas), além da promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas. Outros impulsionadores são a movimentação global em torno da preocupação com o bem-estar animal e o impacto ambiental provocado pela cadeia alimentar animal.

Não podemos deixar de fora a incidência aumentada de pessoas com alergias alimentares, o que também gera adaptações alimentares e aumento no consumo de alimentos sem a proteína do leite de vaca, nos casos de pessoas com alergia à caseína, proteína do leite de vaca, sendo como alternativa o consumo de “leites” vegetais, preparados a partir de oleaginosas, arroz, aveia entre outros substratos.

Nesse contexto, entender o universo plant-based torna-se essencial — tanto para consumidores quanto para empresas que desejam inovar. É aqui que consultorias especializadas em alimentação restritiva desempenham um papel fundamental, orientando decisões técnicas, garantindo segurança e apoiando o desenvolvimento de produtos adequados a um público cada vez mais diverso e exigente.

De acordo com o alto crescimento deste mercado e nas perspectivas futuras, as indústrias alimentícias têm se adaptado e cada vez mais desenvolvido produtos para estes consumidores. Além do surgimento de indústrias voltadas especificamente aos alimentos  plant-based, as empresas tradicionais de alimentos com proteína animal também inovaram e criaram linhas alternativas, à base de plantas, visando este mercado promissor.

O impacto ambiental da produção destes alimentos é reduzido, com baixa emissão de gases de efeito estufa e redução do consumo hídrico, em comparado com a produção de alimentos de origem animal.

Para uma melhor otimização da produção plant-based são utilizadas tecnologias de fabricação como extrusão, fermentação de precisão e impressão em 3D. Diante disso, aliadas à uma maior eficiência no processamento dos produtos, alta gestão da cadeia de suprimentos, como a economia circular, além de práticas agrícolas cada vez mais sustentáveis, este mercado continuará fazendo uma reconfiguração sistêmica do setor alimentício, principalmente se mitigar desafios como o valor elevado destes produtos, tornando acessível à toda população e contribuindo para um sistema alimentar mais consciente, saudável, em harmonia e sustentável.

O crescimento do setor plant-based demonstra que o futuro da alimentação passa, inevitavelmente, pela inovação, pela sustentabilidade e pela inclusão de todos os perfis de consumidores — especialmente aqueles que convivem diariamente com alergias alimentares. Para que essa evolução seja consistente, é fundamental que empresas e profissionais contem com orientação técnica qualificada, capaz de garantir segurança, qualidade e adequação nutricional dos produtos e preparações.

Consultorias especializadas em alimentação restritiva, como a minha, contribuem diretamente para esse movimento, reduzindo riscos, ampliando mercados e fortalecendo um sistema alimentar mais consciente, saudável e acessível. Com informação, tecnologia e responsabilidade, é possível construir soluções que valorizam o consumidor e impulsionam um mercado que só tende a crescer.

Referências bibliográficas:

– Costa, L. C. R. C., Jesus, R. O., Pedreira, B. O., Santos, T. F. Alimentos Plant-based: Inovação na Indústria de Alimentos. Recima 21 – Revista Científica Multidisciplina ISSN 2675-6218, v.5, n.3, 03/2024.

– Cochlar, T. B., Borstmann, F., Salvadori, N. M., Evangelista, S. M., Mercês, Z. C., Strasburg, V. J. Evolução e Desafios dos Alimentos Plant-based: sustentabilidade, acessibilidade e soberania alimentar. Artigo Simpósio de Ciência e Tecnologia de Alimentos. ISBN: 978-65-272-1612-4, 07/2025.

– SVB – Sociedade Vegetariana Brasileira. (2017). Impactos da campanha Segunda Sem Carne no Brasil: Reduzir o consumo de carnes como estratégia essencial para o desenvolvimento sustentável. SVB. Disponível em: https://svb.org.br/biblioteca/ . Acesso em: 09/11/2025.

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Juliana Martins
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